24 abril 2015

FALHAS NA PULVERIZAÇÃO COMPROMETEM CONTROLE DA HELICOVERPA ARMIGERA


FALHAS NA PULVERIZAÇÃO COMPROMETEM CONTROLE DA HELICOVERPA ARMIGERA

REVISTA CAMPO&NEGÓCIOS HORTIFRÚTI (ABRIL/2015).




Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.
Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br








Agradecimentos especiais às competentes Jornalistas Miriam Lins Caetano e Luize Hess, excelentes profissionais da conceituada Revista Campo&Negócios, por toda a atenção e pela grande oportunidade em poder colaborar com essa matéria técnica, publicada por essa importante revista da área agrícola.


PULVERIZADOR - COPYRIGHT 2015

Todos os direitos autorais sobre as marcas, obras ou criações de qualquer natureza disponibilizadas neste site, pertencem ao Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Jr, idealizador dos sites www.pulverizador.com.br , www.scribd.com/pulverizador e www.pulverizador.blogspot.com ou a terceiros que autorizaram o uso de sua propriedade intelectual. Sendo assim, é terminantemente vedada a distribuição, representação, publicação, uso comercial e/ou utilização de tais materiais, no todo ou em parte, sem a prévia e expressa autorização do Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Junior. A violação destes direitos é crime, e seu infrator está sujeito às penalidades legais previstas nas Leis 9.610/98 e 9.279/96 e no art. 184 do Código Penal Brasileiro, bem como ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados.

23 abril 2015

FALHAS NA PULVERIZAÇÃO COMPROMETEM CONTROLE DA HELICOVERPA ARMIGERA (REVISTA CAMPO&NEGÓCIOS ABRIL/2015).


FALHAS NA PULVERIZAÇÃO COMPROMETEM CONTROLE DA HELICOVERPA ARMIGERA

REVISTA CAMPO&NEGÓCIOS HORTIFRÚTI (ABRIL/2015).



Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.

Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br


Há cerca de 40 anos atrás, as quantidades de ingredientes ativos aplicados nas diversas culturas comerciais giravam entre 3.000 gramas a 4.000 gramas (três a quatro quilos) por hectare de cultura tratada.



Goiás Verde Agrícola - Brasfrigo (Luziânia/Cristalina - Goiás): Desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de agroquímicos em baixos volumes na cultura do Tomate Industrial.


Em função da forte atuação sustentável das empresas fabricantes nacionais e estrangeiras de agroquímicos, do alto nível de tecnologia empregada no desenvolvimento de novas moléculas e dos elevados valores investidos nessas novas tecnologias, atualmente na maior parte dos tratamentos as quantidades médias de ingredientes ativos estão entre as doses de 02 (duas) gramas até 80 (oitenta) gramas aplicadas por hectare.


Os Reflexos

Essa redução nas doses de ingredientes ativos aplicados nas culturas e, de certa forma também no meio ambiente, possibilitaram menores impactos ambientais, porém os agroquímicos tornaram-se muito mais técnicos, necessitando cada vez mais de novas técnicas de aplicação, mais eficientes e mais seguras, pois as quantidades aplicadas são mínimas e os produtos são muito mais concentrados.

Por exemplo, um defensivo agrícola com ação de contato aplicado em hortaliças objetivando o controle de lagartas (inseticida), na dose do ingrediente ativo por hectare de 04 (quatro) gramas, caso seja aplicado por pulverizadores terrestres, normalmente será solubilizado em um volume entre 70 a 100 litros de água. Caso seja aplicado por aeronaves agrícolas, esse volume de água (veículo) será ainda mais reduzido, entre 10 a 15 litros por hectare. 

Se acaso os equipamentos aplicadores (pulverizador ou avião) não forem devidamente regulados e calibrados e, se as técnicas e os bicos/atomizadores produtores de gotas não forem corretamente selecionados, são grandes os riscos dessa aplicação em hortaliças não conseguir o sucesso esperado no controle químico dos alvos biológicos.



Fazenda Mandaguari (Uberlândia - Minas Gerais): Desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de agroquímicos em baixos volumes nas culturas do Alho e da Cebola.



Fazenda Mandaguari (Uberlândia - Minas Gerais): Equipagem do pulverizador autopropelido Uniport 3030 com pontas de jato tipo cone vazio KGF JCV objetivando a correta seleção de tamanhos de gotas para o controle do Trips (Cultura do Alho/Cebola).



Fazenda Mandaguari (Uberlândia - Minas Gerais): A correta seleção dos tamanhos de gotas aproveitáveis da pulverização levou em consideração os volumes de calda a serem aplicados, a velocidade operacional do Uniport 3030, as condições meteorológicas, a localização dos alvos, o estágio fisiológico das culturas do Alho e da Cebola, dentre outros.


Interferência

Muitos fatores intrínsecos interferem na qualidade da tecnologia de aplicação dos defensivos agrícolas. Uma “boa pulverização” é baseada na correta seleção dos tamanhos de gotas a serem produzidas, que serão definidas levando-se em consideração os tipos e a localização dos alvos biológicos, os volumes de aplicação, estágio de desenvolvimento das culturas alvo, condições meteorológicas dos locais das aplicações, classes e modos de ação dos produtos a serem aplicados, dentre outros fatores.




Sekita Agronegócios (São Gotardo - Minas Gerais): Desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de agroquímicos em baixos volumes na cultura da Cenoura.


É fato que não existem “produtos ruins”, “agroquímicos que não funcionam”, desde que sejam adquiridos de empresas idôneas e corretamente posicionados. Em mais de 90% dos casos, quando acontecem as “falhas nos controles químicos/biológicos” nas culturas, as causas são certamente ocasionadas pelas incorretas técnicas empregadas.


Helicoverpa

No caso da lagarta Helicoverpa como também no caso de outras lagartas comumente encontradas em hortaliças com arquitetura foliar adensada, em função dos hábitos de movimentação e localização, existe a necessidade de serem produzidas e depositadas gotas com classificação de tamanhos “finas e muito finas” nas folhas dos baixeiros (entre o período de 10:00 as 14:00).

Através da realização de testes comparativos em campo, utilizando papeis sensíveis como indicadores de deposição de gotas, é possível visualizar a maior eficiência das gotas finas e muito finas de atingirem os alvos localizados nos baixeiros (terço inferior) das plantas adensadas na cultura do Tomate Industrial.



Goiás Verde Agrícola - Brasfrigo (Luziânia/Cristalina - Goiás)Equipagem do pulverizador autopropelido Uniport 3000 com pontas de jato tipo cone vazio KGF JCV objetivando a correta seleção de tamanhos de gotas para o controle de insetos localizados no terço inferior das plantas adensadas (baixeiro) na cultura do Tomate Industrial.


Se acaso essas gotas muito finas, com diâmetros semelhantes ao de um fio de cabelo ou de um fio de linha de costura (80 a 120 micra) não forem “protegidas” por um bom adjuvante de calda “anti-evaporante” (óleos minerais, vegetais, organo-siliconados, glicerinados, lecitinados, etc), serão rapidamente consumidas pelas altas temperaturas e baixas umidades relativas, perdendo rapidamente seus tamanhos, ficando mais leves, com menores velocidades de queda e mais suscetíveis às rajadas de vento (perdas pela deriva).


Volumes Aplicados

Muitos produtores de hortaliças ainda utilizam altos volumes de calda (acima de 200 litros por hectare) objetivando maiores pressões operacionais, maiores velocidades e menores gotas, objetivando atingirem as lagartas nos baixeiros, porém, quanto maior o volume de água aplicado, menor será a concentração do ingrediente ativo nas gotas produzidas que estarão atingindo os alvos. 

Através de trabalhos práticos em campo, foi possível constatar uma maior eficiência dos inseticidas quando aplicados em menores volumes de calda (70 a 100 litros por hectare). É fato que as gotas produzidas que atingiram os alvos “carregavam” maiores quantidades de ingredientes ativos, dessa forma essas gotas foram mais efetivas no controle dos insetos alvos.



Sekita Agronegócios (São Gotardo - Minas Gerais): Desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de agroquímicos em baixos volumes nas culturas do Alho e da Cebola.


Além de serem observados em campo que volumes de 100 litros (de água) por hectare foram mais efetivos que volumes de 200 litros nas aplicações de inseticidas, é importante citar também uma certa relação entre as menores velocidades operacionais com as maiores eficiências nas deposições de gotas com classificação de gotas finas e muitos finas nas folhas localizadas nos terços inferiores das culturas adensadas.

Nas fotos abaixo, trabalhos práticos de desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de agroquímicos em baixos volumes na cultura da Cenoura realizados na Fazenda Mandaguari (Uberlândia - Minas Gerais).



Equipagem do pulverizador autopropelido John Deere 4730 com pontas de jato tipo cone vazio KGF JCV nas vazões 01 (Azul), 015 (Marrom), 02 (Preto) e 03 (Laranja), objetivando a correta seleção de tamanhos de gotas para o controle de insetos na cultura da Cenoura.




Foto abaixo, o pulverizador autopropelido Uniport 3030 em ação na Fazenda Mandaguari (Uberlândia - Minas Gerais).




Nas fotos abaixo, os papeis sensíveis à água (Syngenta) coletores de gotas das pulverizações, posicionados no solo da cultura da Cenoura, nas linhas e entre linhas, objetivando a análise da deposição, densidade e porcentagem de cobertura sobre os alvos.







Em uma recomendação técnica e planejada para serem utilizados menores volumes de calda, é importante ficar muito claro que somente será reduzido o volume da água aplicada  (somente a água como o veículo). SEMPRE devemos obedecer à risca as recomendações de doses de agroquímicos recomendadas pelas empresas nacionais e estrangeiras de agroquímicos.


Pulverização Ideal

Atualmente, as melhores pontas (bicos) de pulverização para as aplicações de inseticidas são aquelas que produzirão gotas finas com tamanhos homogêneos (100 a 150 micra). É importante lembrar que essas gotas muito finas (pequenas), em condições meteorológicas adversas, são rapidamente consumidas pela baixa umidade relativa do ar e dessa forma tornam-se muito suscetíveis às perdas pela evaporação e deriva (rajadas de vento).

As pontas comumente utilizadas para a produção dessas gotas são as de jato plano simples convencional, jato plano duplo convencional e de jato tipo cone vazio ou cheio.

Recomendo, na maior parte dos casos, as pontas de jato tipo cone vazio. Essas pontas, produzindo gotas finas em turbulência, conseguirão excelente deposição de gotas nos baixeiros das plantas adensadas, desde que a altura de liberação (distância entre os bicos e o topo da cultura fechada) esteja entre 30 a 40 cm.



Na foto acima, a eficiente ponta (bico) de pulverização de jato tipo cone vazio KGF JVC (8003 - Laranja). Essa ponta em determinada pressão e volume estará produzindo gotas com classificação de tamanhos "finas para muito finas", selecionadas corretamente para atingirem alvos localizados nos terços inferiores das plantas adensadas (baixeiros das plantas).


É importante a barra de pulverização estar bastante próxima ao topo das plantas pois nessa técnica de produção de gotas finas em alta turbulência, os riscos de perdas pela deriva são grandes (acima de 50%). Essas gotas muito finas necessariamente deverão ser “protegidas” por bons adjuvantes de calda “anti-evaporantes”, “redutores de deriva”.

A característica da ponta de jato tipo cone vazio é produzir gotas finas homogêneas em turbulência, com grande capacidade de penetração nas folhas localizadas nos baixeiros das plantas adensadas. Será muito importante, para a garantia do sucesso nessas aplicações, o posicionamento dos produtos adjuvantes “protetores de gotas” e condicionadores hídricos (pH entre 5 e 6) nas aplicações de inseticidas e fungicidas.


Agradecimentos especiais às competentes Jornalistas Miriam Lins Caetano e Luize Hess, excelentes profissionais da conceituada Revista Campo&Negócios, por toda a atenção e pela grande oportunidade em poder colaborar com essa matéria técnica, publicada por essa importante revista da área agrícola.


PULVERIZADOR - COPYRIGHT 2015

Todos os direitos autorais sobre as marcas, obras ou criações de qualquer natureza disponibilizadas neste site, pertencem ao Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Jr, idealizador dos sites www.pulverizador.com.br , www.scribd.com/pulverizador e www.pulverizador.blogspot.com ou a terceiros que autorizaram o uso de sua propriedade intelectual. Sendo assim, é terminantemente vedada a distribuição, representação, publicação, uso comercial e/ou utilização de tais materiais, no todo ou em parte, sem a prévia e expressa autorização do Engenheiro Agrônomo Manoel Ibrain Lobo Junior. A violação destes direitos é crime, e seu infrator está sujeito às penalidades legais previstas nas Leis 9.610/98 e 9.279/96 e no art. 184 do Código Penal Brasileiro, bem como ao pagamento de indenização pelos prejuízos causados.

09 abril 2015

Treinamento em Tecnologia de Aplicação Frankental: "Laboratório Móvel de Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes".



Treinamento em Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes

Frankental Especialidades Bioquímicas

Laboratório Móvel de Tecnologia de Aplicação


Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.
Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br

Os treinamentos teóricos e práticos objetivaram a capacitação técnica das competentes equipes de profissionais da conceituada empresa Frankental Especialidades Bioquímicas para a correta avaliação, regulagem, calibração e o monitoramento da qualidade das aplicações de agroquímicos e adjuvantes de calda, redutores de deriva e condicionadores hídricos.




Durante o treinamento aconteceu o lançamento da primeira unidade do avançado "Laboratório Móvel de Tecnologia de Aplicação de Adjuvantes Frankental". 

O Laboratório Móvel é totalmente equipado com diversos modelos de pontas (bicos) de pulverização KGF (Indução de ar - venturi, jato simples e duplo, cone vazio, etc), em diferentes vazões (0067, 01, 015, 02, 025, 03, 04, etc), objetivando a correta seleção e escolha dos tamanhos de gotas, em função de diferentes volumes de aplicação, velocidade operacional, tipos de alvos biológicos, condições meteorológicas, dentre outras.




Através dessa inovadora iniciativa a empresa Frankental estará oferecendo aos seus produtores clientes as mais avançadas técnicas e tecnologias para os trabalhos de aplicação aérea e terrestre de defensivos agrícolas e adjuvantes.



O Laboratório Móvel Frankental é totalmente equipado com todos os acessórios para os trabalhos de "Monitoramento da Qualidade das Pulverizações Aéreas e Terrestres":
  • Estação Meteorológica Completa Classe A (Portátil); 
  • Papeis sensíveis à água e óleo coletores de gotas;
  • Softwares especialistas de escaneamento e análise de gotas das pulverizações;
  • Medidores eletrônicos de vazão das pontas e da pressão operacional;
  • Mesa de distribuição (uniformidade de distribuição volumétrica superficial dos bicos), dentre outros.



Na foto acima, durante o treinamento teórico, foram apresentadas para a competente equipe de profissionais da empresa Frankental todos os modelos e vazões de pontas (bicos) de pulverização em cerâmica (KGF) a serem utilizadas no desenvolvimento de novas técnicas de aplicação de agroquímicos e adjuvantes em baixos volumes (20 a 50 L/ha) e médios volumes (50 a 100 L/ha).

Participaram dos treinamentos teóricos e práticos os competentes profissionais:

Elmo Rogério Passoni (elmo@frankental.com.br - Região de Pato Branco - PR), 

Sara Kunan (sara@frankental.com.br - Região de Ponta Grossa - PR), 

Daniel Frederico (daniel@frankental.com.br - Região de Londrina - PR),

Luciane Balzan (luciane@frankental.com.br - Região de Lucas do Rio Verde - MT),

Ricardo Tiecher (ricardo@frankental.com.br - Região de Sinop - MT).





O Laboratório Móvel Frankental está totalmente equipado para os trabalhos de "Monitoramento e Avaliação Periódica da Qualidade das Águas das Pulverizações". A equipe de profissionais da Frankental estará utilizando avançados medidores, sensores e soluções para as avaliações e calibrações exatas em tempo real de pH, condutividade, concentração de íons, dentre outras.





Testes laboratoriais e simulações de misturas de defensivos agrícolas, fertilizantes foliares, óleos e adjuvantes serão previamente realizadas nas propriedades atendidas pelo "Programa Frankental para a Qualidade Total nas Pulverizações" objetivando medidas de prevenção dos efeitos adversos e antagônicos entre produtos a serem aplicados nas culturas.


Demonstrações de Redução de Deriva com Adjuvantes Frankental

Os treinamentos práticos em campo objetivaram o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para aplicações aéreas e terrestres, selecionando corretamente os bicos (pontas) de pulverização, objetivando o controle dos tamanhos de gotas, possibilitando aplicações de agroquímicos mais eficientes e seguras, com menores custos operacionais e maior eficácia biológica.



Na foto acima, o pulverizador autopropelido John Deere 4630 equipado com diferentes modelos e vazões de pontas KGF para simulações de aplicação de herbicidas, inseticidas e fungicidas em altos volumes (> 100 L/ha), médios volumes (entre 50 a 100 L/ha) e baixos volumes (< 50 L/ha), durante as demonstrações de deposições de gotas e avaliações de porcentagens de cobertura em papeis sensíveis à água.


Avaliação prática em campo da capacidade de redução da deriva dos excelentes produtos Alvo, 100 Deriva e Redufix, desenvolvidos pela Frankental. Na foto acima, os profissionais da empresa Frankental avaliando a eficiência do controle da deriva pelo excelente produto ALVO.




Na foto acima, os sócios proprietários da empresa Frankental, Sr. Cristiano e Sr. Alaor e o produtor Sr. 
Guilherme Garmatter, durante as avaliações práticas do controle da deriva pelos excelentes produtos ALVO, REDUFIX E 100DERIVA.


Seleção de Bicos de Pulverização e Tamanhos de Gotas

O treinamento avançado em tecnologia de aplicação de adjuvantes objetivou fornecer aos profissionais da Frankental os subsídios necessários para o desenvolvimento e a implantação de projetos de sustentabilidade nas práticas de controle químico de plantas invasoras, insetos, doenças e modelos operacionais de qualidade total nas pulverizações baseados nas normas internacionais de "Boas Práticas Agrícolas (GlobalGAP)".




Na foto acima, a competente equipe de profissionais da Frankental, durante a equipagem do pulverizador autopropelido JD4630, com pontas de pulverização venturi (indução de ar), objetivando a correta seleção de tamanhos de gotas aeradas para o total controle da deriva em condições meteorológicas adversas.




Os trabalhos práticos em campo com o pulverizador autopropelido JD4630 propositaram o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para as aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas, selecionando corretamente os bicos (pontas) de pulverização, objetivando o controle dos tamanhos de gotas aproveitáveis, possibilitando aplicações de agroquímicos mais eficientes e seguras, com menores custos operacionais e maior eficácia biológica.




Foram realizados testes de aplicação em baixos e médios volumes (50 a 70 L/ha) com o pulverizador autopropelido JD4630 equipado com as pontas de pulverização venturi (indução de ar) KGF RDA 110015 e KGF RDAD 110015, dentre outras.




video


Participação de toda a equipe técnica da conceituada empresa Frankental durante a realização dos trabalhos em campo durante os testes de pulverização. Na foto abaixo toda a equipe da Frankental e o pulverizador John Deere ao fundo.




Parabenizo o meu amigo Cristiano Frankental pela iniciativa em levar a correta tecnologia de aplicação para todo o Brasil. É uma grande satisfação para mim participar desse vitorioso projeto da Frankental.





Agradecimentos ao amigo Cristiano Frankental e aos produtores Sr. Reynaldo Garmatter e Guilherme Garmatter, por toda a confiança e atenção.

Agradecimentos especiais aos competentes profissionais da empresa Frankental: Luciane Balzan, Ricardo Tiecher, Elmo Passoni, Sara Kunan e Daniel Frederico. Nessa próxima safra 2015/2016 estaremos juntos desenvolvendo vitoriosos projetos de tecnologia de aplicação de agroquímicos e adjuvantes em todos os Estados do Brasil.



PULVERIZADOR - COPYRIGHT 2015

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18 dezembro 2014

Pulverização Correta Influencia no Controle Eficiente da Helicoverpa armigera.


PULVERIZAÇÃO CORRETA INFLUENCIA NO CONTROLE EFICIENTE DA HELICOVERPA


REVISTA CAMPO&NEGÓCIOS

DEZEMBRO DE 2014


Matéria técnica de minha autoria, publicada pela conceituada Revista Campo&Negócios (Mês de Dezembro de 2014), onde são apresentadas informações técnicas práticas sobre a área de tecnologia de aplicação de agroquímicos e adjuvantes, dando ênfase na importância do correto posicionamento e utilização dos bicos (pontas) de pulverização e no controle dos tamanhos de gotas, objetivando uma maior eficiência no controle químico, orgânico e biológico da Lagarta Helicoverpa armigera.







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Engº Agrº Manoel Ibrain Lobo Junior .'.
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lobo@pulverizador.com.br
+55 11 94171-1117
Skype: manoel.lobo



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17 outubro 2014

Boas Práticas nas Aplicações de Defensivos Agrícolas


Boas Práticas nas Pulverizações Agrícolas

Adequação dos pulverizadores e dos procedimentos operacionais de acordo com as normas internacionais do protocolo GlobalGAP (Boas Práticas Agrícolas).


Manoel Ibrain Lobo Junior
Engenheiro Agrônomo
Consultor em Tecnologia de Aplicação
Auditor GlobalGAP IFA
lobo@pulverizador.com.br


Introdução

Sempre que o valor econômico da cultura esteja em risco devido ao ataque das plantas daninhas, insetos ou doenças fúngicas, será necessário a intervenção específica sobre esses fatores limitantes da produtividade, o que implicará no uso dos agroquímicos.

Através da implantação de normas e procedimentos operacionais baseados nos princípios de “Boas Práticas nas Pulverizações” será perfeitamente possível garantir que estes produtos químicos sejam transportados, manuseados, armazenados e utilizados da forma mais adequada e segura possível.



Pulverizador autopropelido John Deere 4730 regulado e calibrado para aplicar defensivos agrícolas em baixos volumes (< 50 litros/ha) com total controle da deriva, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de agroquímicos para a competente equipe técnica da conceituada empresa Sementes Adriana (Rondonópolis, Estado do Mato Grosso).



Aeronave agrícola Air Tractor 402 regulada e calibrada para aplicar defensivos agrícolas em baixo volume (< 10 litros/ha) com total controle da deriva, durante treinamento em tecnologia de aplicação aérea para a competente equipe técnica da conceituada empresa Sementes Adriana (Rondonópolis, Estado do Mato Grosso).


Dentre os muitos benefícios da implantação das “Boas Práticas nas Pulverizações” merecem destaque:
  • Respeito às legislações nacional e internacional;
  • Manutenção da confiança do consumidor na qualidade e segurança do alimento;
  • Minimização dos impactos negativos no meio ambiente, conservando a natureza e a vida selvagem;
  • Uso correto e seguro dos agroquímicos;
  • Aumento da eficiência do uso de recursos naturais;
  • Responsabilidade com a saúde e segurança do trabalhador;
  • Adequação das instalações (galpões, packing houses, etc);
  • Treinamento e capacitação de todos os funcionários e demais envolvidos no processo produtivo;
  • Criação de documentos de controle das etapas do processo produtivo.

As boas práticas aplicadas em todas as etapas do controle químico estarão beneficiando o meio ambiente, bem como a diversidade da flora e da fauna, uma vez que estes não se podem dissociar da agricultura.


Procedimentos Técnico-Operacionais para Aplicações de Defensivos Agrícolas com Qualidade Total.

Avaliação, Regulagem, Calibração e Monitoramento das Pulverizações.

Antes do início dos trabalhos de aplicação, durante os trabalhos e após os trabalhos de aplicação de agroquímicos, alguns cuidados são necessários para garantir a segurança e a eficiência do controle químico das doenças, insetos e plantas invasoras nas culturas:
  • Treinamento do operador e da equipe de apoio (preparo da calda) para a correta realização dos trabalhos de aplicação;
  • Escolha dos agroquímicos a serem aplicados;
  • Avaliação, regulagem e calibração dos pulverizadores;
  • Monitoramento das aplicações e da eficiência do efeito biológico sobre o alvo;
  • Descontaminação dos pulverizadores após o término das operações.

Dentre os maiores fatores limitantes de produtividade nas culturas comerciais no Brasil, os problemas fitossanitários sempre mereceram destaque, sendo responsáveis nas últimas safras por índices extremamente elevados de perdas (médias): 

a) Plantas Invasoras: 47%;
b) Insetos: 38%;
c) Doenças Fúngicas e Bacterianas: 56%.

Além da correta escolha dos agroquímicos (tipo, classe, formulação, dentre outras), as maneiras pelas quais os produtores estarão efetivamente reduzindo as perdas na produtividade pelos problemas fitossanitários serão através dos trabalhos de avaliações, regulagens, calibrações e dos monitoramentos das aplicações dos agroquímicos nas diversas culturas comerciais.

Resumidamente, essas etapas podem ser descritas:

Avaliação dos Pulverizadores: As avaliações consistem no trabalho de verificar o “estado” dos componentes (qualidade e quantidade) que fazem parte dos sistemas de pulverização: mangueiras, corpo de bicos, manômetros, abraçadeiras, conectores, filtros, válvulas, registros, dentre outros. Durante o trabalho de avaliação são identificados os componentes que apresentam defeitos e são feitas posteriormente recomendações de manutenção, consertos ou trocas.



Profissionais da Usina Coruripe Unidade Carneirinho (Carneirinho MG) realizando a avaliação dos componentes das barras de pulverização do pulverizador autopropelido Uniport 2000, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar.


Regulagem: É a correta formatação dos componentes do equipamento de aplicação, levando-se em consideração as características do alvo biológico nas culturas (forma de alimentação, localização, etc), o estágio fisiológico das culturas (índice de massa foliar), as condições meteorológicas dos locais da aplicação (temperatura, umidade, rajadas de vento, etc) e as características dos defensivos agrícolas a serem utilizados. Exemplo: Ajuste da velocidade operacional, tipos de pontas de pulverização, tamanhos de gotas, espaçamento entre bicos, altura da barra, dentre outras.



Profissionais da empresa Destilaria Pyles (Assis/Platina - São Paulo) instalando bicos (pontas) de pulverização no pulverizador de arrasto Cruzador 3000 Jacto, objetivando a realização de testes de deposição de gotas em papeis sensíveis à água, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação realizado em parceria com a conceituada empresa Dow AgroSciences.


Nas fotos abaixo os profissionais das conceituadas empresas Unapel New Holland / Cerrado Case e Comercial Agrícola São Gotardo (CASG - São Gotardo - MG) realizando a avaliação da velocidade operacional, vazão das pontas de pulverização e volume de aplicação do pulverizador autopropelido Patriot 350 Case, durante treinamento prático em tecnologia de aplicação nas culturas do alho e da cenoura.






Calibração: É a verificação da vazão das pontas de pulverização, determinação do volume de aplicação e a quantidade do agroquímico a ser colocado no tanque do pulverizador.

Fotos abaixo, profissionais da empresa ETH UCP Odebrecht (Teodoro Sampaio - São Paulo) realizando as avaliações da pressão de trabalho e das vazões das pontas de pulverização instaladas nas seções da barra de pulverização utilizando um kit manômetro de bicos e um medidor eletrônico (fluxômetro), durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de herbicidas na cultura da cana-de-açúcar.





Monitoramento: Levando-se em consideração que uma das principais causas da ocorrência de falhas nas aplicações de agroquímicos é o “desconhecimento do sistema de aplicação pelos operadores”, o trabalho de monitoramento periódico das pulverizações é extremamente necessário, pois objetiva a continuidade do padrão de qualidade estabelecido após as etapas anteriores.

Fotos abaixo, o monitoramento da aplicação de agroquímicos realizada pelo pulverizador tratorizado de arrasto K.O. 2000 litros, equipado com bicos (pontas) de pulverização KGF RDA 11001 (venturi - sistema de indução de ar), aplicando o volume de calda de 70 litros/ha, na velocidade operacional de 6,5 km/h (Três Corações - Minas Gerais).



  



Implementação das Boas Práticas nas Pulverizações

Representam benefícios inegáveis os resultados das aplicações de agroquímicos sobre a produção de alimentos (FAO), garantindo maior estabilidade na disponibilidade e algumas características de qualidade.  Entretanto, são grandes os riscos de ocorrência de possíveis problemas ocasionados por estes produtos, para a saúde humana e para o meio ambiente, caso o manuseio e a aplicação destes produtos sejam realizadas de forma inadequada.

A adoção de sistemas de aplicação de agroquímicos adequados às normas internacionais do protocolo GlobalGAP (Good Agricultural Practices Certification) e a contínua capacitação de toda a equipe de trabalho nos procedimentos operacionais de higiene e segurança (EPI, preparo da calda, descontaminação dos pulverizadores, etc) tem por objetivo básico assegurar a proteção integral do meio ambiente e de toda a equipe operacional, durante a execução dos serviços de pulverização.

São muitos os fatores de risco durante todas as etapas de aplicação dos agroquímicos: 

1) Aquisição dos Agroquímicos;
2) Transporte;
3) Armazenamento;
4) Equipamentos;
5) Preparo da Calda; 
6) Aplicação;
7) Descarte de Embalagens;
8) Descontaminação dos equipamentos de aplicação.
  

1) Aquisição dos Agroquímicos

Após a constatação da infestação das pragas, doenças e plantas invasoras na cultura, escolher o produto adequado para o controle químico. Na escolha do agroquímico mais adequado deve-se considerar se:
  • A incidência da doença ou praga justifica o uso de agroquímico;
  • A formulação do produto permite o uso no pulverizador ou outra máquina disponível;
  • Há possibilidade de se escolher um produto menos tóxico;
  • O uso de agroquímico não trará desequilíbrio na cultura;
  • Qual o intervalo mínimo entre a aplicação e a colheita;
  • O agroquímico é recomendado para aquela praga, doença ou erva daninha;
  • No caso do uso de dois produtos se são compatíveis.
  
2) Transporte dos Agroquímicos

Medidas de prevenção e segurança são necessárias durante o transporte dos agroquímicos objetivando diminuir os riscos de acidentes. Seguem alguns procedimentos básicos para o transporte de produtos fitossanitários:
  • As embalagens devem estar organizadas de forma segura no veículo e cobertas por uma lona impermeável, presa à carroceria;
  • Nunca transporte embalagens danificadas ou com vazamentos;
  • É proibido o transporte de produtos fitossanitários dentro das cabines ou na carroceria, quando esta transportar pessoas, animais, alimentos, rações ou medicamentos;
  • O transporte de produtos fitossanitários deve ser feito sempre com a nota fiscal do produto e o envelope de transporte;
  • O transportador deverá receber do expedidor (revendedor) as informações sobre o produto, o envelope para transporte e a ficha de emergência para transporte;
  • O Motorista deve ter habilitação especial (curso MOPP);
  • O Veículo deverá portar rótulos de riscos e painéis de segurança;
  • Kit de emergência contendo EPI - Equipamentos de proteção individual para motorista e ajudante, cones, fita zebrada, batoques, placas de sinalização, lanterna, pá, ferramentas etc. Também fica dispensada a exigência de limitações quanto ao itinerário.

3) Armazenamento dos Agroquímicos

Um local de armazenamento de agroquímicos organizado, limpo, padronizado, seguro e com funcionários treinados e conscientizados, leva a uma maior eficiência no manuseio dos agroquímicos e, consequentemente, maior qualidade nas atividades diárias e menores riscos de contaminação da equipe operacional e do meio ambiente.
  • O local de armazenamento dos agroquímicos deve estar construído de forma a cumprir a legislação em vigor a nível nacional, regional e local.
  • Deve ser estruturalmente firme e robusto. 
  • Deve estar construído de forma a que possa ser fechado à chave. 
  • Deve estar construído ou localizado de forma a proteger os produtos de temperaturas extremas. 
  • Deve construído com materiais resistentes ao fogo. 
  • Os agroquímicos devem ser armazenados em local com boa ventilação, livre de inundações e distante de residências, instalações para animais ou de locais onde se armazenam alimentos ou rações. 
  • Dispor de ventilação suficiente e constante com ar fresco para que não se acumulem vapores prejudiciais. 
  • Estar localizado num local separado e independente de outros materiais. 
  • Estar equipado com prateleiras feitas com materiais não absorventes para o caso de derrames (ex.: plástico rígido). 
  • Possuir tanques ou muros de retenção com capacidade de reter 110% do volume do depósito maior, assegurando que não ocorra qualquer derrame, infiltração ou contaminação. 
  • Os produtos devem ser devidamente agrupados em prateleiras, por classe de princípio ativo e toxicológica dentro da classe, nunca devem estar em contato direto com o piso e sempre apresentar os rótulos intactos.

4) Equipamentos e Tecnologia de Aplicação

Durante os trabalhos de controle químico, muitos fatores estarão interferindo nesse padrão de qualidade estabelecido pela correta formatação das pontas e pelo controle de tamanhos de gotas, como, por exemplo, as mudanças bruscas na velocidade operacional, a instabilidade das barras devido aos problemas com terrenos adversos, os entupimentos das pontas e bicos devido ao incorreto preparo da calda, dentre muitos outros problemas. Estimasse que no Brasil em média as perdas por evaporação e deriva nas pulverizações estão entre 30% a 40% do total aplicado pelos médios e pequenos produtores.

Foto abaixo: Pulverizador autopropelido aplicando herbicidas em altas velocidades, em altos volumes (> 150 litros/ha), em altas pressões operacionais, produzindo grande quantidade de gotas com classificação de tamanhos "Finas para Muito Finas", muito suscetíveis às perdas pela deriva e evaporação.




Nas fotos abaixo, exemplos de perdas por gotejamento que podem chegar a 10% do total a ser aplicado e pelo derrame da calda pela espuma, durante o preparo-reabastecimento, que podem chegar até 30% de perdas, do total a ser aplicado.






Na foto abaixo, um exemplo de obstrução do bico (ponta) de pulverização pela falta de limpeza, após as aplicações de agroquímicos nas formulações PM, WG, etc. Um bico obstruído poderá causar uma falha na faixa de aplicação de 10 a 15 cm, sem deposição de gotas sobre os alvos. Essa falha em 100 hectares aplicados, corresponde a uma área de 70 metros quadrados na cultura sem tratamento pelo agroquímico.




Avaliação dos Equipamentos de Aplicação:
  • Verificar a limpeza dos filtros (filtro principal, filtro de linha e filtro dos bicos);
  • Verificar se as mangueiras não estão furadas ou dobradas;
  • Verificar se o regulador de pressão está funcionando corretamente;
  • Verificar se as pontas são da mesma vazão e se não estão desgastadas ou obstruídas;
  • Verificar o funcionamento do manômetro e componentes;
  • Verificar o estado geral das barras de pulverização. 

Aplicações Práticas: Basicamente, para conseguirmos realizar a correta regulagem e a calibração dos pulverizadores, devemos estabelecer primeiramente uma velocidade operacional mais satisfatória para a condição do terreno da área de aplicação.

Para conhecermos a velocidade utilizamos a seguinte fórmula:

V = 180 / T

onde:

V = Velocidade operacional (Km/h)
180 = Constante da fórmula
T = Tempo do trator (c/ pulverizador) cronometrado em 50 metros, na marcha e velocidade específicas objetivando conseguir 540 RPM na tomada de força (sempre seguir a tabela do trator).

Uma vez estabelecida essa velocidade operacional e conhecendo-se os espaçamentos entre os bicos, que poderão ser de 35 cm, 40 cm e 50 cm, é possível calcular a vazão das pontas que possibilitarão aplicar o volume desejado através da seguinte fórmula:

Q (litros/minuto) = V (km/h) X E (cm) X A (litros/ha) / 60.000

onde:

Q = Vazão da ponta de pulverização (L/min)
V = Velocidade operacional (Km/h)
E = Espaçamento entre bicos (cm)
A = Volume de aplicação (Litros/hectare)
60.000 = Constante da fórmula

Após o cálculo para "descobrir" a vazão (Q) de cada ponta de pulverização que está instalada na barra do pulverizador, deve-se consultar as tabelas de bicos dos fabricantes para selecionar a ponta correta para a aplicação específica.

Por exemplo, na formatação de um pulverizador tratorizado para as aplicações de herbicidas, no volume de calda de 100 litros/ha, com espaçamento entre bicos de 50 cm, operando na velocidade de 7 km/h, seria necessário escolher uma ponta de pulverização, preferencialmente com indução de ar (sistema venturi), na vazão nominal de 0,58 litros/minuto, conforme cálculo abaixo:

Q = 7 x 50 x 100 / 60.000 = 0,58 litros/minuto/bico.

Na tabela abaixo, é possível visualizar a vazão de 0,59 litros/min na pressão de 3 bar, da ponta RDA 110015, como também as vazões próximas das pontas RDA 11001 (0,50) e RDA 11002 (0,45). A escolha mais correta, levando-se em consideração que as pontas venturi (primeira geração) produzem gotas grossas aeradas, seria pela ponta RDA 110015, pois a RDA 11001 estaria produzindo gotas muitos finas, em função da alta pressão e a RDA 11002 estaria produzindo gotas extremamente grossas, em função da baixa pressão operacional.




Ponta de Pulverização com Indução de Ar (Venturi) KGF RDA 11002


Seleção de Pontas de Pulverização

Atualmente, existem no mercado brasileiro, como também em muitos outros países, diferentes modelos de pontas de pulverização, sendo as pontas de jato tipo plano as mais comumente utilizadas nas aplicações terrestres. 

Dentre todos os tipos de pontas, merecem destaque as pontas de pulverização venturi, projetadas com sistema de indução de ar. A característica dessas pontas é a produção de gotas com classificação de tamanho “grossas e muito grossas”.

Nas fotos abaixo, profissionais das conceituadas empresas Fazenda Itamarati - Grupo André Maggi (Sapezal - Mato Grosso) e Bayer CropScience, realizando a avaliação visual da qualidade dos componentes das barras e a instalação de bicos (pontas) de pulverização durante treinamento prático em tecnologia de aplicação de agroquímicos.







O sistema venturi dessas pontas possibilita a “mistura” do líquido com o ar, produzindo gotas aeradas, com excelente redução da deriva nas pulverizações. Essas pontas de pulverização venturi, desde que corretamente selecionadas, possibilitam aplicações de agroquímicos em baixos volumes (< 50 litros/ha), em situações adversas com rajadas de vento de até 30 km/h.

As pontas com indução de ar (venturi) são encontradas no mercado com jatos simples e duplos, porém é importante mencionar que um modelo de ponta pode ser fabricada com dois tipos de jatos de pulverização (simples e duplo) com a mesma vazão para uma mesma pressão operacional, mas os tamanhos de gotas produzidas serão diferentes devido à maior quebra das gotas pelos jatos duplos com orifícios elípticos menores.


Ponta de Pulverização com Indução de Ar (Venturi) KGF RDAD (Jato Plano Duplo)


Por exemplo, uma ponta venturi com jato simples na vazão 03 “azul” (0,3 GPM “Galões por Minuto”, com uma pressão de 2,8 Bar ou 40 PSI), aplicando 150 litros por hectare, estará produzindo gotas maiores que uma ponta venturi jato duplo, aplicando nas mesmas condições operacionais, porém com dois orifícios de vazão 015 (0,15 GPM).

Esse tipo de projeto de jato plano duplo venturi possibilita uma melhor distribuição de gotas sobre os alvos (pois “passa” duas vezes sobre o mesmo alvo) e maior penetração em culturas adensadas, em função das gotas menores produzidas e também pelo ângulo entre os jatos (60 graus) com excelente redução de perdas por deriva e evaporação.


5) Preparo da Calda de Agroquímicos

Dentre todas as etapas durante o processo de aplicação de agroquímicos, o preparo da calda é considerado uma das mais importantes, pois é determinante e diretamente responsável pela maior qualidade e melhor eficiência da solução química a ser aplicada. Estima-se que as perdas no Brasil durante o preparo da calda estão na ordem de 30% do total dos agroquímicos aplicados nas culturas comerciais.

De uma forma geral, para a maioria das formulações, realiza-se a adição direta do produto no tanque de pulverização através de indutores de agroquímicos ou através de pré-diluição. Nesse segundo caso são utilizados tanques de pré-mistura de agroquímicos, equipados com filtros de alta vazão, objetivando garantir a maior qualidade da calda, maior homogeneização entre os produtos, com menores riscos de entupimento dos bicos.

Fotos abaixo: Equipe de apoio e estrutura de reabastecimento das aeronaves agrícolas Air Tractor 502 utilizadas pela competente e capacitada equipe técnica da conceituada empresa GLOBO AVIAÇÃO AGRÍCOLA, durante treinamento técnico e monitoramento das aplicações aéreas de agroquímicos nas áreas de soja da conceituada empresa Agrinvest Brasil S.A. - Ridgefield Capital, em Balsas (Maranhão).







Durante o processo do preparo da calda alguns cuidados são fundamentais, tais como:
  • Utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) em todas as etapas da preparação da calda de agroquímicos;
  • Utilizar água limpa nas pulverizações ou sistemas de filtragem (qualidade física) e produtos condicionadores (qualidade química) que possibilitem garantir a maior qualidade da calda e melhor solubilidade dos agroquímicos. 
  • Preparar a calda de agroquímicos em local fresco e ventilado, sempre realizando as operações de preparo e reabastecimento em cima de lonas impermeáveis (com bordas infláveis), protegendo o solo de eventuais derramamentos de calda, evitando a contaminação;
  • As instruções presentes nos rótulos do produto devem ser seguidas corretamente;
  • Durante o preparo da calda, evitar inalação, respingo e contato com os produtos;
  • Nunca beber, comer ou fumar durante o manuseio dos agroquímicos;
  • A embalagem deverá ser aberta com cuidado para evitar derramamento do produto;
  • Fazer a lavagem das embalagens vazias (Tríplice) logo após o esvaziamento das mesmas, longe de locais que possam ser contaminados e causem riscos à saúde das pessoas.

6) Aplicação dos Agroquímicos

Durante as aplicações:
  • Aplicar os agroquímicos nas horas mais frescas do dia;
  • Pessoas que não estiverem com EPI devem ficar afastadas para prevenir contaminações;
  • Manter a velocidade sempre constante do trator (com o pulverizador) durante as aplicações;
  • Durante a recarga da calda de agroquímicos, verificar se existem bicos entupidos ou vazamentos no equipamento;
  • Nunca aplicar em situações de vento muito forte, evitando contaminar lavouras vizinhas e áreas sensíveis próximas da área de aplicação.

7) Descarte de Embalagens

Pela legislação em vigor, torna-se obrigatório o recolhimento das embalagens vazias por uma unidade de recebimento autorizada pelos órgãos ambientais. Antes do recolhimento é obrigatório que o agricultor efetue a tríplice lavagem inutilizando-os com furos nos tipos de embalagens que permitirem esta prática, enquanto, as embalagens não laváveis devem permanecer intactas, adequadamente tampadas e sem vazamentos. 

As embalagens vazias devem ser acondicionadas em saco plástico padronizado que deve ser fornecido pelo revendedor. Dentro do prazo de até 1 ano, essas embalagens deverão ser entregues em um posto de recebimento cadastrado. O agricultor deverá receber um comprovante de entrega que deve ser guardado com a nota fiscal do produto. Caberá ao fabricante ou seu representante legal providenciar o recolhimento de todo o material depositado no posto de recebimento.


8) Descontaminação dos Equipamentos e o Destino Final de Sobras e Resíduos de Agroquímicos

A aplicação de um produto fitossanitário deve ser planejada de modo a evitar desperdícios e sobras. Para isto, é necessário calcular de maneira precisa a correta dose a ser aplicada em função da área a ser tratada.

O que fazer com a sobra da calda no tanque do pulverizador?
  • Volume da calda deve ser calculado adequadamente para evitar grandes sobras no final de uma jornada de trabalho;
  • Pequeno volume de calda que sobrar no tanque do pulverizador deve ser diluído em água e aplicado nas bordaduras da área tratada ou nos carreadores;
  • Se o produto que estiver sendo aplicado for um herbicida o repasse em áreas tratadas poderá causar fitotoxicidade e deve ser evitado;
  • Nunca jogue sobras ou restos de produtos em rios, lagos ou demais coleções de água.
O que fazer com a sobra do produto concentrado?
  • O produto concentrado deve ser mantido em sua embalagem original;
  • Certifique-se de que a embalagem está fechada adequadamente;
  • Armazene a embalagem em local seguro.

A descontaminação dos equipamentos de aplicação

A manutenção e a limpeza dos pulverizadores devem ser realizadas ao final de cada dia de trabalho ou a cada recarga com outro tipo de produto, tomando os seguintes cuidados:

  • Utilizar os EPIs recomendados para cada operação específica;
  • Após o uso, certificar de que toda a calda do produto foi aplicada no local recomendado;
  • Junto com a água de limpeza, colocar detergentes ou outros produtos recomendados pelos fabricantes;
  • Repetir o processo de lavagem com água e com o detergente por no mínimo, mais duas vezes;
  • Desmontar os componentes dos corpos de bicos (válvula anti-gotejo, capas, filtros e pontas), colocando-os em um balde com água;
  • Limpar também o reservatório de agroquímicos;
  • Verificar se há vazamento na bomba, nas conexões, nas mangueiras, registros e bicos, dentre outros componentes do sistema de pulverização.


Informações Profissionais:

Manoel Ibrain Lobo Jr .'. é Engenheiro Agrônomo, consultor em tecnologia de aplicação de agroquímicos, ministrando cursos, treinamentos, palestras e realizando avaliações de pulverizadores autopropelidos, pulverizadores tratorizados, turbo-atomizadores e bicos de pulverização para revendas agropecuárias, cooperativas agrícolas, usinas de cana-de-açúcar e outras empresas da área agrícola.

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